domingo, 3 de outubro de 2010

Textos África para os 7º anos


Texto 1

[...] a história mais legal sobre a África é sobre os seus contadores de histórias, que não escrevem nenhuma delas: guardam todas na memória e depois recontam essa arte desde pequenos , com mestres , e acompanham os feitos das famílias, dos reis , aumentando e enriquecendo a história de todos os seus antepassados.Uma história que as pessoas aprendem a conhecer assim: ouvindo historias.

Imagine só o tamanho da memória dos contadores! (Quantos megas deve ter?) Por isso a palavra tem uma dimensão sagrada: é através da fala que o mundo continua a existir no presente.

[...] griot é como os franceses chamaram os diélis, que é o nome bambara para estes contadores de histórias. Os diélis são poetas e músicos.Conhecem as muitas línguas da região e viajam pelas aldeias, escutando relatos e recontando a história das famílias como um conhecimento vivo.Diéli quer dizer sangue, e a circulação do sangue é a própria vida. A força vital.

LIMA, Heloísa Pires.História da Preta. São Paulo: Companhias das Letrinhas, 1998.p23 e 26

Texto 2

O griot era o individuo encarregado de preservar e transmitir as histórias, lendas e canções de seu povo. O cargo de griot passava de pai para filho.Existiam vários tipos de griots: os músicos, que cantavam e tocavam vários instrumentos e eram responsáveis pela preservação de canções importantes para o grupo; os contadores de histórias, capazes de contar com detalhes histórias que ouviram quando crianças; havia também os que guardavam feitos de grandes guerreiros, batalhas e acontecimentos considerados marcantes para repetir em ocasiões especiais; os griots comediantes, que contavam casos engraçados para divertir o público nas aldeias, que visitavam regularmente.

Os griots eram procurados por muitos reis africanos para professores particulares de seus filhos.Eles ensinavam arte, conhecimento de plantas, tradições, histórias e davam conselhos aos jovens príncipes. Uma das frases mais divulgadas pelos griots professores que chegou aos nossos dias é : “ Cada dia se aprende algo novo; basta saber ouvir.”

BOULOS Junior, Alfredo. História: sociedade & cidadania.1.ed.São Paulo:FTD, 2006.p.

Dois olhares sobre África



1-

“[ A África ] não tem interesse histórico próprio, senão o de que os homens vivem ali na barbárie e na selvageria, sem fornecer nenhum elemento à civilização.”

HEGEL. Filosofia da história universal. Citado em HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.p.20.

2-

“Para compreendermos a cultura material das sociedades africanas, a primeira questão que se impõe que é a imagem que até hoje pendura da África, como se até sua ‘descoberta’ fosse esse continente perdido na obscuridade dos primórdios da civilização, em plena barbárie, numa luta entre homem e natureza. De fato, a história dos povos africanos é a mesma de toda humanidade: a da sobrevivência material, mas também espiritual, intelectual e artística, o que ficou à margem da compreensão nas bases do pensamento ocidental, como se a reflexão entre homem e cultura fosse seu atributo exclusivo, e como se natureza e cultura fossem fatores antagônicos.”

SALUM, Marta Heloisa Leuba. África: culturas e sociedades – guia temático para professores. São Paulo: MAE/ USP, 1999.

Extraído: Projeto Araribá: história/ organizadora Editora Moderna: obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna; editora responsável Maria Raquel Apolinário. – 2.ed. São Paulo: Moderna, 2007.

ATIVIDADES:

Estes textos apresentam duas opiniões, uma positiva outra negativa, sobre a importância histórica do continente africano.

Após leitura, levantar as seguintes questões:

1- Qual a idéia central dos dois textos?

2- Qual a opinião de Hegel sobre os povos africanos? E qual a opinião de Salum?

3- Qual o modelo de civilização em que Hegel se baseia para ter esse pensamento?

Partindo destes textos separe a sala em grupo e monte um júri simulado.

Caso: África

Julgamento: África tem ou não tem interesse histórico?

Grupo de defesa

Grupo de acusação

Júri

Juiz

Professor: Neste trabalho não há “sentença” ou resultado correto ou errado, deixe que os alunos decidam, escolhendo o grupo que apresentou os melhores argumentos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Resumo do Projeto: Charge & Paródia nas aulas de História

Docentes:
Aléxia Pádua Franco
Alline Grazielle Neves Costa
Ana Flávia Ribeiro Santana
Christian Alves Martins
Elmiro Lopes da Silva
Getúlio Ribeiro
Leide Alvarenga Turini
Leila Floresta

Coordenação: Leide Alvarenga Turini

Público alvo:
Alunos(as) do II e do III Ciclo do Ensino Fundamental e alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) da ESEBA/UFU.

Apresentação:

A charge e a paródia são linguagens com grande potencial para as reflexões de natureza histórica. A charge revela a visão crítica do seu autor em relação a uma determinada situação, fato ou idéia, caracterizando-a como um importante recurso para o desenvolvimento do pensamento (e do posicionamento) crítico dos alunos. O chargista faz uma interpretação de um acontecimento específico, com limitação temporal, ou seja, é preciso ter alguma noção sobre o fato representado para entender a mensagem implícita na charge. A charge exige este conhecimento, o domínio, por parte do leitor, do conteúdo que irá abordar. A paródia, por sua vez, é uma nova versão ou a recriação de uma obra já existente, com modificação de suas intenções e significados. Tem um caráter lúdico e/ou ideológico e conteúdo crítico. A paródia pode ser realizada com obras literárias, poesia, teatro, música, filme etc. A reescritura é sempre de caráter contestador, satírico, crítico.
Estamos propondo, para o ano letivo de 2010, o Projeto Charge & Paródia nas aulas de História, a ser desenvolvido por alunos/as do 4º ao 9º ANO do Ensino Fundamental e por alunos/as da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na ESEBA. A produção de charges e paródias relacionadas às temáticas de estudo trabalhadas nas aulas de História tem grande relevância para os objetivos da Área, uma vez que permite observar tanto a compreensão e/ou a interpretação dos estudantes sobre as temáticas estudadas em sala de aula, quanto o posicionamento crítico em relação aos conteúdos trabalhados, o que poderá contribuir para o desenvolvimento do raciocínio histórico e do pensamento crítico e reflexivo dos/as discentes. O projeto também propicia a troca de experiências entre alunos(as) de diferentes turmas e turnos da escola.

Objetivos específicos:

• Conceituar e caracterizar a charge e a paródia, compreendendo-as como gêneros textuais importantes para a formação do/a aluno/a leitor.

• Explorar o potencial da charge e da paródia para a compreensão e o posicionamento crítico do discente em relação às temáticas abordadas nas aulas de História.

• Propiciar aos discentes condições para a aquisição de noções básicas necessárias para a interpretação e a produção de charges e paródias nas aulas de História.


Ações metodológicas:

1- Trabalhar os conceitos de CHARGE e PARÓDIA com os discentes de cada ano de ensino, com linguagem apropriada e material didático adequado ao grupo de alunos/as. Para tanto, o grupo formado por docentes da Área de História fará reuniões, ao longo do ano, no GEPHIS (Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Área de História da ESEBA/UFU), com o objetivo de ler e debater bibliografia específica acerca da temática, socializar ações desenvolvidas em cada ano/segmento de ensino e encaminhar as propostas aprovadas pelo grupo.

2- Propor a produção e a interpretação de charges e paródias por alunos/as do Ensino Fundamental de História e alunos/as da EJA, relativas aos conteúdos da Proposta Curricular de História. Atividades de interpretação podem ser propostas a qualquer tempo e para qualquer uma das temáticas do programa, conforme interesse e planejamento de cada docente. Com relação à produção de charges e paródias, a mesma deve acontecer pelo menos 1 (uma) vez por trimestre, de maneira que, ao final do terceiro trimestre, cada turma de cada ano envolvido no Ensino Fundamental tenha produzido charges e paródias de pelo menos 3(três) temáticas diferentes. Com relação à EJA, uma vez que o programa curricular é desenvolvido em 1 semestre, com dinâmica e ritmo das aulas bem específicos em função das características particulares do grupo de alunos do segmento, a proposta é de uma produção por semestre, por cada série.

3- Organizar palestra e/ou oficinas com profissionais da cidade que trabalham com a produção de charges.

4- Realizar a culminância do trabalho de interpretação e produção de paródias em um programa organizado pela Rádio ESEBA ATIVA, em parceria com a Área de História. O programa “Parodiando nas aulas de História” será realizado no Anfiteatro da escola, no final do segundo semestre de 2010.

5- Realizar a culminância do trabalho de interpretação e produção de charges nas aulas de História com uma Exposição a ser realizada no final do segundo semestre, sob a organização da Área de História.

6- Publicar resultados do Projeto desenvolvido pelos docentes da Área de História no blog da Área: http://gephiseseba.blogspot.com/.

Bibliografia:

FLORES, Onici Claro. A leitura da charge. Canoas: Editora da ULBRA, 2002, 88 p.
LINARES, Alci. Vida de artista. Humor, Cartuns, Charges e Ilustrações. São Paulo: Devir Livraria, 2005.

LOPES, Ivã Carlos e HERNANDES, Nilton (orgs.). Semiótica: Objetos e Práticas. São Paulo: Contexto, 2005.

MARINGONI, G. Humor da charge política no jornal. Comunicação & Educação. São Paulo: Moderna, 1996.

SODRÉ, Luiz Guilherme Teixeira. Sentidos do Humor, trapaças da razão, a charge. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2005, 128 páginas.

SOUZA, Maria Lindaci Gomes de. O cômico, a ironia e a sátira: charges e cartuns no ensino de história. In:NETO, Martinho Guedes dos Santos (org.). História Ensinada: linguagens e abordagens para a sala de aula. João Pessoa: Idéia, 2008, p. 67 a 96.

Textos capturados na Internet:

CAMARGO, Cecília Lopes. Charge: diversão ou crítica? http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/20-2.pdf

BRESSANIN, Alexandra. Gênero charge na sala de aula: o sabor do texto. http://www3.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/cd/Port/8.pdf

SILVA, Carla Letuza Moreira e. O trabalho com charges na sala de aula.
http://www.unisc.br/cursos/pos_graduacao/mestrado/letras/anais_2coloquio/charges_sala-de-aula.pdf

Confira no portal do professor/MEC:
TURINI, Leide Alvarenga. A charge na sala de aula: uma perspectiva para o ensino e a aprendizagem de História. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=5406

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A Congada em Uberlândia: a importância da participação da criança na festa.

A festa da Congada é uma manifestação popular cultural – religiosa que remonta ao período de escravidão no Brasil. Os escravos trazidos de várias regiões da África eram proibidos pela igreja católica de manifestarem sua religião. Eles eram catequizados e neste processo de catequização acabaram introduzindo em suas práticas manifestações da religião católica. Tanto que escolheram dois santos católicos para louvar. Segundo a lenda a escolha de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito não foi aleatória, vamos saber um pouco mais dessa história?

Nossa Senhora ficava em uma igreja construída pelos brancos, mas estava triste vendo o sofrimento que os negros escravos passavam (açoites, trabalho forçado, etc.). Um dia de tanta tristeza a santa fugiu do altar e foi morar no fundo do mar, os brancos rezaram na beira do mar, cantaram, mas Nossa Senhora não saiu do mar. Vieram os negros cantando alegremente para Nossa Senhora e ela apenas apontou a cabeça, mas não saiu. Por fim, um grupo de negros cantando com latinhas amarradas com sementes e dançando uma dança envolvente também cantaram para a santa que ficou parada no meio do mar e decidiu sair nos braços dos negros, mas desta vez ela não foi para a igreja dos brancos, mas sim para uma igreja toda azul construída pelos negros para homenagear Nossa Senhora do Rosário.

São Benedito era escravo e cuidava da alimentação da fazenda onde morava. Certo dia São Benedito ficou curioso para saber como era uma missa e pediu para o seu senhor para poder assistir a missa, mas o senhor disse à São Benedito: “Você não pode assistir a missa, porque apenas pessoas da alta sociedade podem participar desse momento sublime, além disso você tem que fazer o almoço”. Mas São Benedito desobedeceu a ordem do senhor, pois estava curioso para saber como era a missa e foi escondido assistiu uma parte voltou para casa e terminou o almoço.

Os negros adotaram São Benedito como santo protetor, pois, acredita-se que onde ele for homenageado não faltará comida na mesa. Dessa maneira, os negros elegeram então Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, os santos católicos com os seus protetores.

Assim, o objetivo da festa da Congada é homenagear Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

Em Uberlândia a Congada é uma das mais antigas festas populares da cidade e conta com a participação de pessoas de todas as idades jovens, homens, mulheres, adultos, idosos e crianças. O início da festa é em Agosto quando ouvimos por toda a cidade e batida dos tambores. Dá-se inicio à Campanha cujo objetivo é arrecadar alimentos e dinheiro para a festa. A campanha dura cerca de sessenta dias e se estende até novena que é realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Vamos entender um pouco mais sobre a Congada?

Os participantes da Congada são divididos em ternos, em Uberlândia existem hoje cerca de 25 ternos cada um com uma batida diferente, cores diferentes, dança diferente e forma de adoração distinta também.

· Grupos de Congo: celebram alegremente, homenageando Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é realizada de forma bastante divertida, assim quando pulam pra cima com seus tambores homenageiam Nossa Senhora e quando pulam pra baixo São Benedito.

· Grupos de Catupés: celebram também alegremente Nossa Senhora do Rosário e São Benedito cantando alegremente, mas são ao mesmo tempo irônicos e fazem críticas sociais na forma como vivem os afro-descendentes. O grupo de catupés sofrem influência dos índios na forma de dançar e vestir.

· Grupos de Marinheiros: são grupos de resistência, remontam mais ao sofrimento dos escravos.

· Grupos de Moçambique: geralmente composto por pessoas mais idosas, por isso, a cantoria mias emotiva e lamentosa de louvor à Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

Estudar a história da Congada em Uberlândia é importante pois, como vimos anteriormente é uma das festas populares mais importantes e divulgadas da cidade e hoje é tombada pelo Patrimônio Cultural Imaterial. Além disso, a participação de crianças na festa é muito grande. Você sabe por que as crianças também participam desta festa?

Primeiramente porque é uma tradição que passa de pai para filho e perpetua até os dias atuais. A transmissão da tradição musical do grupo religioso é reforçada com oficinas de arte oferecidas por organizações não-governamentais com aulas de música, dança afro e de salão, pintura e bijuterias.

Na cidade de Uberlândia, o terno Marujos Azul de Maio, além de introduzir as crianças através de oficinas, também tem um time de futebol que participa da competição entre os ternos de Congada da cidade: “Só temos descendentes afros no time e somos bicampeões” disse o coordenador geral de eventos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário em entrevista ao Jornal Correio de Uberlândia em outubro de 2009. A participação de crianças na Congada é tão forte que até cânticos especiais para elas alguns ternos fazem.

Cânticos dos Congadeiros Mirins.

“Ainda sou criança, tenho muito

que aprender. Por isso, eu te peço

Nossa Senhora, me guarde e me

guie e tome conta de mim”.

Assim, a presença das crianças na festa é uma demonstração de que o ritual que já existe há séculos será mantido. Um ritual que segundo Jeremias Brasileiro pesquisador Diretor de Assuntos Afro-raciais (Diaafro) e coordenador geral dos Grupos de Congada expressa: “A Congada é considerada uma manifestação de fé, cultura e religiosidade motivo de orgulho para todos os congadeiros”.

Bibliografia

BRASILEIRO, Jeremias. Cultura Afro-brasileira na escola: o congado em sala de aula. Editora Aline, Uberlândia, 2009.

___________________Congado um fluxo contínuo de revitalização cultural. Editora Aline, Uberlândia, 2009.

REZENDE, Creuza. Festas Populares; um olhar de criança. Gráfica Sabe, Uberlândia 1999.

SOUZA, Maria de Mello e. África e Brasil africano. 2ead. - São Paulo: Ática, 2007.


Este texto foi produzido pela professora Ana Flávia Ribeiro Santana no ano de 2009.


domingo, 20 de junho de 2010

Trabalhando com linhas do tempo: a história de Uberlândia, Triângulo Mineiro, Minas Gerais na história do Brasil

Atividade elaborada pela Profa. Aléxia Pádua Franco, em 2009, para ser trabalhada com alunos do 5º ano do ensino fundamental, da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia (Eseba/UFU)


Agora que já localizamos Uberlândia no espaço, vamos localizar a história de nosso município no tempo, ou seja, vamos conhecer a relação da história de Uberlândia com a história do Brasil – nosso país.

Para isto observe a linha do tempo da história do Brasil representada no su livro didático "História de Minas Gerais", editado pela Editora Formato, em Belo Horizonte, MG, e escrito por Helena Guimarães CAMPOS e Ricardo de Moura FARIA.
Esta linha do tempo divide a nossa história em 4 períodos, tendo como recorte a maneira como nosso país era governado. Há outras formas de construir a linha do tempo de nossa história, mas vamos nos basear nesta por ser uma das mais utilizadas nos livros didáticos.

Depois de observar bem a linha do tempo da história do Brasil, responda as questões abaixo com suas próprias palavras:

1) Converse com seus pais, amigos e conhecidos que já cursaram o ensino fundamental, professores da escola e descubra como era o Brasil em cada uma das fases de sua história . Depois, crie uma tabela comparando os vários períodos da história do Brasil em relação a: ano inicial e final, como era governado?, quais produtos eram mais produzidos? para que eram usados estes produtos (comércio ou subsistência)? que tipo de mão-de-obra era mais utilizada? onde as pessoas mais moravam - no campo ou na cidade?


2) Pense no ano que você nasceu. Você nasceu em que período da História do Brasil? Quais características desta fase você percebe em seu dia a dia?

3) Uberlândia começou a se formar, aproximadamente, em 1823, como um pequeno arraial que passou a ser conhecido como Arraial de Nossa Senhora do Carmo de São Sebastião da Barra de São Pedro de Uberabinha, e foi emancipada e transformada em município em 1888. A partir destas informações, responda: em que período da história do Brasil, nossa cidade começou a se formar? Explique a sua resposta.

4) O estado de Minas Gerais, onde Uberlândia está localizada, começou a se formar no final do século XVII, a partir de 1693, quando os portugueses começaram a explorar ouro e pedras preciosas em nossas terras. A partir desta informação, responda: em que período da história do Brasil, nosso estado começou a se formar? Explique a sua resposta.

5) A região do Triângulo Mineiro, onde Uberlândia está localizada, começou a se formar no século XVIII, a partir de 1740, quando os portugueses começaram a procurar ouro e pedras preciosas em outras regiões do Brasil. A partir desta informação, responda: em que período da história do Brasil, a região do Triângulo Mineiro começou a se formar? Explique a sua resposta.

6) Agora, com base nas informações acima, desenhe uma linha do tempo marcando o início de cada período da história do Brasil e o ano aproximado em que nossa cidade começou a se formar, o ano em que ela foi fundada oficialmente, o ano aproximado em que a região do Triângulo Mineiro e o estado de Minas Gerais começaram a se formar

7) Observe a linha do tempo que você desenhou e responda:
• Uberlândia começou a se formar quanto tempo depois do início da formação de Minas Gerais?
• Uberlândia começou a se formar quanto tempo depois do início da formação do Triângulo Mineiro?
. Uberlândia foi fundada oficialmente, ou seja, foi municipalizada quantos anos depois que ela começou a se formar como arraial?

8) Será que Uberlândia é a cidade mais antiga do Brasil ou há cidades brasileiras mais antigas do que a nossa? Faça uma pesquisa em livro, internet e responda esta questão, explicando sua resposta (nome das cidades que encontrou, quando cada uma foi fundada, onde cada uma se localiza).

9) Será que Uberlândia é a cidade mais antiga de Minas Gerais ou há cidades mineiras mais antigas do que a nossa? Faça uma pesquisa em livro, internet e responda esta questão, explicando sua resposta (nome das cidades que encontrou, quando cada uma foi fundada, onde cada uma se localiza).

10) Será que Uberlândia é a cidade mais antiga do Triângulo Mineiro ou há cidades triangulinas mais antigas do que a nossa? Faça uma pesquisa em livro, internet e responda esta questão, explicando sua resposta. (nome das cidades que encontrou, quando cada uma foi fundada, onde cada uma se localiza).

11) Será que Uberlândia é a cidade mais nova do Brasil ou há cidades brasileiras mais novas do que a nossa? Faça uma pesquisa em livro, internet e responda esta questão, explicando sua resposta (nome das cidades que encontrou, quando cada uma foi fundada, onde cada uma se localiza).

12) Agora, com base nas informações das questões 8, 9, 10 , desenhe uma linha do tempo marcando:
• o início de cada período da história do Brasil
• a data de formação de algumas cidades mais antigas do que Uberlândia no Brasil,
• a data de formação de algumas cidades mais antigas do que Uberlândia em Minas Gerais;
• a data de formação de algumas cidades mais antigas do que Uberlândia no Triângulo Mineiro;
• a data de formação de algumas cidades mais novas do que Uberlândia no Brasil.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Uberlândia: um município formado por migrante no presente e no passado

Texto produzido pela Profa. Aléxia Pádua Franco para alunos do 5º ano da Escola de Educação Básica da UFU, em abril de 2010.

Nas nossas pesquisas e debates para situar Uberlândia no Brasil e também para conhecer a localização dos municípios onde nós e nossos responsáveis nascemos e moramos, descobrimos que, apesar da maioria dos alunos e das alunas do 5º ano ter nascido em Uberlândia, seus responsáveis são, em grande parte, migrantes, ou seja, nasceram em outros municípios e se mudaram para Uberlândia para:

(espaço para os alunos registrarem síntese das pesquisas que fizeram sobre os motivos dos adultos com quem moram terem migrado para Uberlândia)

Descobrimos também que a maioria dos migrantes de Uberlândia veio de municípios e estados vizinhos de nossa cidade. Dos migrantes que nasceram em Minas Gerais, a maior parte deles vieram de municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Dos migrantes que nasceram em outros estados, a maioria veio de estados vizinhos a Minas Gerais, principalmente, Goiás e São Paulo.
O jornal Correio de Uberlândia publicou uma reportagem em 31/08/2005, que confirma a nossa descoberta: 52% das pessoas que moram em Uberlândia não nasceram aqui. Elas vieram de outras regiões de Minas Gerais e de vários outros estados brasileiros, principalmente São Paulo e Goiás – estados que fazem fronteira com a região do Triângulo Mineiro onde se situa Uberlândia.
Um artista de nossa cidade chamado Valtênio Spindola publicou uma charge neste mesmo jornal, em 14/05/2006, que também mostra a forte presença dos migrantes em Uberlândia:




Muitos dos migrantes que se mudaram para Uberlândia encontraram dificuldades. A cearense Maria de Fátima de Souza que se mudou de Fortaleza para Uberlândia há 25 anos, lembra, em entrevista publicada no Jornal Correio de Uberlândia de 28/05/2006, que quando aqui chegou ficou quase um ano sem conseguir emprego, com dois filhos pequenos. As pessoas estranhavam seu sotaque diferente e desconfiavam de uma pessoa que não conheciam as origens. O paraibano de Lagoa de Dentro, Vamberto Figueiredo, na mesma reportagem, lembra que demorou a fazer amigos, pois “os mineiros são desconfiados e não muito bons de conversa” .
Outros migrantes que tentam se mudar para Uberlândia nem conseguem. Muitos daqueles que chegaram e ainda chegam aqui sem dinheiro, sem estudo, desempregados e sem moradia são expulsos da cidade. Desde 1950, os governantes de Uberlândia adotam uma política de mandar embora as pessoas miseráveis que vêem de outras regiões para cá. Eles dão passagens de ônibus para estes migrantes irem embora para outras cidades. Isto é feito até hoje, através de um órgão da prefeitura chamado “Núcleo de Atendimento ao Migrante” que fica na Rodoviária. Um assistente social que trabalha na rodoviária de Goiânia denunciou, no Jornal "O Popular" de Goiânia, em 11/12/2008, que naquela cidade chegam, por dia, uma média de cinco pessoas expulsas de Uberlândia, por terem chegado à cidade sem perspectivas de emprego, moradia e sem mão-de-obra qualificada .

Enfim, ao entrevistarmos nossos responsáveis descobrimos sobre os migrantes que participam da história de nosso município no presente. E no passado, será de onde vieram os migrantes que começaram a formação de nossa cidade? Será por que eles se mudaram para cá? Será que dificuldades eles encontraram? O que será igual ao que descobrimos sobre os dias de hoje? O que será diferente? Será por que mudou ou ficou igual? Estas são questões que responderemos ao longo de nossos estudos em História, no 5º ano.


Roteiro de Atividades
1. Leia este texto com atenção, grife as palavras desconhecidas e faça o vocabulário no caderno.
2. Grife de vermelho, no texto 3, os parágrafos que explicam as dificuldades encontradas pelos migrantes que se mudaram para Uberlândia ou que tentaram se mudar para cá.
3. Entreviste uma pessoa de sua casa ou de sua vizinhança que é migrante em Uberlândia e descubra se quando ele/a se mudou para Uberlândia ele encontrou dificuldades e quais foram elas. Anote as suas descobertas no caderno.
4. Observe com atenção a charge de Valtênio Spindola e responda as questões abaixo, no caderno, com suas palavras:
a) O que tem no desenho criado por Valtênio que mostra as nossas descobertas sobre a população de Uberlândia?
b) Por que este desenho feito por Valtênio é chamado de charge? (para responder estas pergunte, pesquise no dicionário o significado da palavra charge e converse com seus responsáveis sobre este assunto. Depois crie uma resposta com as suas próprias palavras).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Situando Uberlândia no espaço

Atividade elaborada pela Profa. Aléxia Pádua Franco, da área de História da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia - Eseba/UFU, em fevereiro de 2010.



Para podermos conhecer e refletir sobre a história da cidade onde moramos, precisamos, antes de tudo, saber onde ela se localiza no espaço, para entendermos a relação de sua história com a história de nosso estado, de nosso país e do mundo.
Assim, vamos trabalhar com mapas mundi, do Brasil e de Minas Gerais.

1.1- Trabalhando com mapas: Uberlândia, Triângulo Mineiro, Minas Gerais e Brasil no mundo
O mapa abaixo representa todos os continentes do Planeta Terra e destaca o nosso país, Brasil, além de Portugal que foi o país de onde saíram, há mais de 500 anos atrás, os homens e mulheres que, após invadirem as terras dos índios que moravam aqui, começaram a explorar nossas riquezas, construir cidades e formar o Brasil onde hoje moramos.












Observe o livro História de Minas Gerais, p. 20 e faça as seguintes atividades:
1) Colora o mapa acima das mesmas cores do mapa do livro;
2) Marque à lápis, neste mapa, com uma , o lugar onde você acha que fica o nosso estado – Minas Gerais;
3) Marque à lápis, com uma •, o lugar onde você acha que se localiza a cidade de Uberlândia.

Agora vamos verificar se localizamos corretamente Minas Gerais e Uberlândia no mapa mundi.
Observe os mapas abaixo. O primeiro localiza Minas Gerais no Brasil.


















O segundo localiza as várias regiões de Minas Gerais.
















Consulte as páginas 10 a 13 do livro A História de Minas Gerais e realize as atividades abaixo:
1) Colora de verde, no mapa “Minas no Brasil”, o estado de Minas Gerais.
2) Marque, no mapa de Minas Gerais, com •verde, onde se localiza a cidade de Uberlândia.
3) Agora volte no mapa da folha anterior, “Brasil e Portugal no Mundo”, e faça uma verde no lugar correto de Minas Gerais e uma • vermelha no lugar correto de Uberlândia.
4) Se você é mineiro, mas não nasceu em Uberlândia, aproveite para localizar no mapa de Minas Gerais com • marrom, onde se localiza a cidade onde você nasceu.
Se você não é mineiro, marque no mapa “Minas no Brasil”, com um • marrom, o estado onde você nasceu.
5) Procure saber e anote em seu caderno:
A. Seus pais ou as pessoas com quem você mora nasceram em Minas Gerais?
B. De quais municípios elas são?
C. Se eles não nasceram em Uberlândia, explique por que eles mudaram para cá?
D. Marque de • preta a cidade de Minas Gerais onde eles nasceram.
E. Se sua família não é mineira ou brasileira, anote o estado ou o país de origem dela e as razões de seus parentes terem mudado para Minas Gerais, em Uberlândia.
F. Se seus pais ou responsáveis nasceram em outro estado do Brasil, localize no mapa “Minas no Brasil”, o Estado em que eles nasceram e colora-o de vermelho.
G. Se seus pais ou responsáveis nasceram em outro país, peça para eles te ajudarem a marcar no mapa “Brasil e Portugal no Mundo”, da folha anterior, a localização aproximada do país onde eles nasceram, e faça uma • preta neste lugar.

Bibliografia:
CAMPOS, Helena Guimarães e FARIA, Ricardo de Moura. História de Minas Gerais. Belo Horizonte: Formato, 2004.