quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LUGARES DE PRESERVAÇÃO DAS FONTES HISTÓRICAS EM UBERLÂNDIA

Indicação bibliográfica que deve ser usada para se veicular o texto em outros espaços: texto produzido pela Profa. Aléxia Pádua Franco a partir das pesquisas realizadas por seus alunos de 5º ano, da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia, em 2010.


Nas nossas aulas de História, quando procuramos fontes para encher o nosso Baú da Memória sobre Uberlândia, descobrimos a existência de muitas e diferentes fontes que podem nos ajudar a estudar e conhecer melhor o passado da cidade onde moramos, mesmo sem ter vivido nele.
Essas fontes materiais, arquitetônicas, iconográficas, escritas e orais, na maioria das vezes, construídas ou elaboradas há vários anos atrás, só existem até hoje por causa do interesse e do trabalho de diferentes pessoas que se preocuparam em preservá-las, ou seja, não deixar que elas estragassem ou sumissem.
Algumas dessas pessoas são nossos avós, tios, pais, vizinhos e amigos que, em suas casas, formaram Arquivos Familiares onde guardam fotos, objetos, cartas, livros, revistas, documentos sobre acontecimentos e lugares do passado, além de suas memórias. Muitos de vocês trouxeram fontes destes arquivos familiares. Lembram?
No 5ª A, Maria Júlia e Mohana trouxeram, gravado em CD, a memória de seus vizinhos do Bairro Fundinho; Lauanne (5º A) trouxe o ferro a brasa que era usado por sua bisavó; Brunna (5ºC) narrou as lembranças de sua avó sobre o Quebra-Quebra que aconteceu, em Uberlândia, em 1959; Brunno (5ºC) trouxe moedas de cruzeiro usadas antigamente em Uberlândia e em todo o Brasil.
Além destas fontes achadas nos Arquivos Familiares, outros colegas também trouxeram fontes preservadas em lugares públicos que todos nós podemos visitar. Estes lugares são próprios para guardar, preservar, restaurar e expor fontes históricas da cidade para que possam ser pesquisadas, consultadas, observadas pelos interessados. Eles são o Museu Municipal de Uberlândia pesquisado por João Lucas e Arthur (5ºB), Vinícius Gomes (5º A) e Ana Júlia (5ºB), o Arquivo Público de Uberlândia onde foi a Fernanda (5ºA) , o Museu do Índio visitado por Sara e Mariah (5ºA) e Laura e Mariana (5ºB) ,o Centro de Pesquisa e Documentação em História da Universidade Federal de Uberlândia, a Biblioteca Municipal onde a Sabrina (5ºA) fez a sua pesquisa e o Museu da Pessoa onde Guilherme (5ºA), Gabriel (5ºB) e Gustavo (5ºC) encontraram a sua fonte histórica. Vamos conhecer um pouquinho sobre cada um deles!

O Museu Municipal de Uberlândia tem, principalmente, fontes materiais (mais de 1500 peças) e algumas escritas e iconográficas que registram os primeiros tempos de Uberlândia. Muitas delas estão organizadas na exposição permanente “Nossas Raízes” que todos podem visitar e que conta um pouco a história do contato entre os índios que moravam na região no final do século XVIII e os bandeirantes vindos de São Paulo, a vida nas primeiras fazendas, a formação do primeiro bairro da cidade – Fundinho, e a vida da população uberlandense no final do século XIX e início do século XX.
Neste Museu também são montadas exposições temporárias sobre vários aspectos da vida de nossa cidade no passado (móveis usados antigamente pelos moradores de Uberabinha e pelos vereadores na Câmara Municipal, máquinas fotográficas e fotos antigas da cidade; teares usados pelas mulheres para fazerem tecidos, mantas e toalhas).
- End.: Pça Clarimundo Carneiro, s/nº
- Tel: 3214-0068; 3235-0971
- Horário de Funcionamento: segunda à sexta das 8h às 18h; 2º sábado do mês das 16hs às 20hs.
- Site na Internet: http://www.uberlandia.mg.gov.br/cidade_museu.php

O Arquivo Público Municipal (ARPU) tem um maior número de fontes escritas (diários de escola, jornais, revistas, atas de reuniões dos vereadores e prefeitos, relação de eleitores e outros documentos produzidos pela Administração Municipal) e iconográficas (mais de 15 mil fotos de famílias, de diferentes bairros e festas da cidade) que registram a memória de diferentes acontecimentos, pessoas e épocas de Uberlândia. Estas fontes ficam organizadas e guardadas em estantes que os visitantes podem consultar para pesquisar sobre diferentes assuntos da história da cidade.
- End.: Rua Natal, 935 – Bairro Brasil
- Tel.: 3232-4744//3232-9022
- Horário de Funcionamento: de segunda a sexta-feira das 7h30min às 17h15min.
- Site na Internet: http://www3.uberlandia.mg.gov.br/secretaria.php?id=10&id_

O Museu do Índio tem fontes materiais, iconográficas, escritas sobre diferentes comunidades indígenas do Brasil como os Karajá, Tapirapé, Erigpatsá, Maxacali e Kadiwéu. De abril a julho de 2010, ele está apresentando a exposição “Ritual da Imagem Arte Asurini do Xingu”, onde os visitantes podem conferir arte cerâmica, grafismo, pintura corporal e peças desta comunidade indígena que vive em aldeias no estado do Pará com população estimada em mais de 220 índios e falam o tupi-guarani.
- End: Rua Vitalino Rezende do Carmo, 116 – Bairro Santa Maria
- Tel.: 3236-3707//3224-3526
- Horário de Funcionamento: segunda às sextas-feiras de 9-12hs e de 14h às 17h.

O Centro de Pesquisa e Documentação em História (CDHIS) tem um arquivo com fontes escritas e iconográficas sobre diferentes aspectos, lugares, pessoas da história de Uberlândia e região e sobre os movimentos populares (sindicatos, associações de bairro, ...), além de fontes materiais e orais (discos antigos) com músicas que tocavam nas antigas rádios de nossa cidade.
- End: Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia - Bloco Q
- Tel: 3239-4501
- Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 8hs às 11hs; das 13hs30 às 17hs.
- Site na Internet: http://www.inhis.ufu.br/historia.php?id=arquivocdhis.htm

A Biblioteca Municipal de Uberlândia “Juscelino Kubitschek de Oliveira” tem uma sala com vários livros e recortes de jornais sobre diferentes acontecimentos da história da cidade.
- End: Praça Cícero Macedo, s/nº
- Tel: (34) 3236-9625 / 3234-1600
- Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª - 8h15 às 18h45 / sábado - 8h às 11h45

O Museu da Pessoa é um museu virtual (que só funciona na Internet) em que todas as pessoas podem registrar suas histórias de vida e consultar o acervo de histórias registradas por outras pessoas de todo o Brasil. Ele também registra a história de diferentes instituições brasileiras como a Petrobrás, a Rede Globo, etc. Neste museu, há uma parte organizada pela Instituto Algar, empresa de Uberlândia, com depoimentos de vários moradores mais antigos de Uberlândia que lembram de diferentes aspectos de sua vida no passado: brincadeiras, amigos, lugares da cidade que freqüentavam, etc.
- End: http://www.museudapessoa.net/ctbc/acervo.html: museu virtual

Quando possível, visite estes lugares de preservação da memória de Uberlândia! Este é um interessante passeio cultural que você pode realizar com seus familiares para observar como as fontes históricas são preservadas e para procurar mais fontes para colocar no nosso Baú da Memória. Elas nos ajudarão a estudar e conhecer a história de nossa cidade, pois como descobrimos no texto 8 ainda não temos fontes sobre algumas das questões que vocês querem conhecer sobre a história de Uberlândia.

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